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17 de maio de 2012

Trecho até Jericoacoara + Fotos Jeri

Saimos de Barreirinhas, cruzamos o Piauí, entramos no Ceará, e fomos em direção a Jericoacoara. A entrada é pelo município de Jijoca de Jericoacoara. Mal chegamos na rotatória de entrada da cidade e já fomos atacados pelos guias. Eles nos informaram que não era possível chegar na vila sem um guia, porque o caminho era complicado, não tinha placas, e deveríamos pagar R$ 50,00 só para chegar lá. Conseguimos desconversar e continuamos. Paramos no centro de informações ao turista, e foi dito a mesma coisa. E enquanto isso eramos atacados pelos guias. Conseguimos dar uma desculpa e fugimos de lá, para tentar chegar sozinhos. Para nossa surpresa, encontramos muitas placas de indicação do caminho, e só a última delas estava com a seta de indicação riscada, para o turista se perder. Mas conseguimos achar facilmente o caminho. Fomos pelo mangue seco e saimos na praia, a uns 5km do vilarejo.

O vilarejo é um lugar maravilhoso, com ruazinhas de areia, e todo o comércio é arrumadinho, não tem nenhum lugar feio. Ficamos na Pousada do Zé Bento, bem simples, a R$ 15 por pessoa. E bem ao lado do Restaurante Escondidinho, do carioca Alexandre, onde comemos uma das melhores comidas de toda a viagem!

Na manhã seguinte demos uma volta de moto pela praia até Preá, o município vizinho, e voltamos para almoçar. Então decidimos procurar a Duna do Funil, uma duna de uns 100 metros de altura. Rodamos muitos quilometros pela areia, passamos uma balsa, rodamos mais no meio dos mangues e das dunas, e o sol começou a baixar, então decidimos voltar. Mas acabamos nos perdendo, e saimos na praia, na maré baixa, numa areia movediça que fica debaixo d'água na maré alta. Para sair logo de lá, fomos atravessar um riozinho (que depois descobrimos ser de água salgada!), e a Teneré afundou quase inteira! Empurramos pra fora, e já que ela estava do outro lado, tivemos que atravessar a DR também, só que desligada. Depois de algumas tentativas, o motor da Teneré ligou, e continuamos pela areia movediça, até que ela morreu de novo e não quis mais pegar. O sol já estava se ponto, a maré estava subindo, e não tinhamos nada, nem uma corda pra puxar a moto e tentar pegar no tranco. Depois de alguns minutos de desespero, apareceu um pescador de bicicleta que disse que morava por perto, então eu (Caio) fui com ele na garupa até a casa dele (era meio longe), ele pegou uma corda, e voltamos no escuro total, enquanto o Alex esperava sozinho, pensando em como iria voltar pra casa depois que o mar engolisse a moto.

Amarramos as motos, a DR puxando a Teneré, e depois de algumas tentativas ela funcionou! Agradecemos muito o pescador, deixamos um trocado com ele, e corremos para alcançar a balsa. Os balseiros estavam quase indo embora, mas esperaram por nós. Atravessamos e corremos para o vilarejo, antes que a maré subisse. As motos estão salgadas e enferrujando, mas conseguimos voltar com elas inteiras!

Saímos de Jericoacoara por Preá, e seguimos em direção a Fortaleza. Mas a uns 40km da cidade, percebemos que o rolamento da coroa da DR estava destruido! Provavelmente por causa da areia toda da praia. Continuamos devagarzinho, arranjamos um lugar pra dormir na cidade, e no dia seguinte lavamos as motos num lava rápido, desmontamos a roda da DR, trocamos os 3 rolamentos, e continuamos...

A lan house está fechando! Depois continuamos o relato.. agora algumas fotos!

- Divisa PI - MA






- Divisa PI - CE


- Jericoacoara




- Árvore da preguiça (jeri)


- uma das lagoas de jericoacoara


- lagoa do paraiso






- entrada de jeri


- pedra furada


- o lugar onde afundamos


- momentos antes de afundar a moto em água salgada


- ruas de jeri


 (Por Caio Volcoff)

10 de maio de 2012

Travessia de Barco: Manaus/AM - Belém/PA

Conseguimos nossa passagem por R$ 310,00, com as motos e tudo. Ao entrar no porto tivemos que pagar mais R$ 30,00 de pedágio. Para embarcar as motos os carregadores queriam mais R$ 50,00, mas o nosso agente que vendeu as passagens foi junto e ajudou a descer as motos, numa manobra arriscadíssima. 

Embarcamos um dia antes, e tivemos que esperar muito tempo até o barco sair. No começo tudo é muito legal, mas logo você percebe que não tem o que fazer. Piratas que somos, levamos uma garrafa de rum e uma Coca. Mas era bem cansativo, principalmente porque as redes eram coladas umas nas outras, e eram muitas redes.

Na segunda noite, numa das paradas, a Polícia Federal entrou no barco e começou a revistar as malas de todo mundo. Encontraram um grande carregamento de cocaína, e prenderam três pessoas. Na noite seguinte pegamos uma tempestade imensa. Tinha gente rezando ajoelhada no chão, e gente de colete, prontos para o pior. Depois de muito tempo ela passou, mas deixou tudo molhado, inclusive as redes.

O restaurante do barco não é horrível, mas cansa ficar comendo a mesma coisa dia e noite por tanto tempo. Os banheiros também não são horríveis, porque tem uma pessoa limpando eles várias vezes por dia.

Muita gente desceu em Santarém, inclusive os policiais e os presos. E muita gente entrou. Cada vez mais percebíamos que, apesar de ser uma experiência “interessante”, não tínhamos vontade de fazer essa travessia nunca mais.

Passamos os últimos 3 dias comendo mal, porque nossos estômagos estavam ruins, e o dinheiro tinha acabado. Depois de contornar parte da Ilha de Marajó, avistamos Belém de longe, pra nossa alegria! Cansados, com fraqueza, e muito calor, ainda tínhamos que desembarcar as motos. Esperamos todo mundo descer, o barco se posicionar de maneira mais favorável, e principalmente a boa vontade dos tripulantes. O desembarque foi fácil, os tripulantes logicamente pediram “uns 20 conto” pela ajuda (que não deixa de ser o trabalho deles, pelo qual eles já são pagos, mas como não sobrou nenhum centavo, ficaram a ver navios), amarramos tudo nas motos, e demos de cara com o portão fechado! Tivemos que esperar até amanhã, porque é domingo, e a “carga” não pode sair no domingo. Depois de um pouco de discussão, conseguimos pegar um papel com o dono do barco, que o porteiro apresentaria no dia seguinte para a gerência, e pudemos fugir de lá antes que alguém arranjasse mais um problema.

Algumas fotos de Manaus e da travessia

- Visitando a construção da Arena Amazônia, que sediará alguns jogos da Copa


- negociando as passagens...


- MUITA GENTE!


- o primeiro dia até que estava divertido...


- nosso barco, o Nélio Correa


- nossa carga


- em cada parada o barco era invadido por vendedores


- assistimos essa mesma cena umas cinco vezes...


- a polícia e as emissoras de TV esperando o desembarque dos traficantes



- a mesma paisagem por cinco dias


- os ribeirinhos amarravam suas canoas no barco em movimento e subiam para vender frutas


- nosso amigo, o Maranhão


- Açaí, muito açaí!


- finalmente, no quinto dia de viagem, Belém!


- Belém


(Por Caio Volcoff)

9 de maio de 2012

Trecho Manaus - Belém - São Luís

Oi gente!

Os meninos estão na cidade de Barreirinhas, no Maranhão, que é a entrada para o Parque Lençóis Maranhenses. A etapa Manaus/AM - Belém/PA - São Luís/MA foi concluída. Jajá eles vão enviar as fotos e relatos do percurso.



Visualizar Viagem em um mapa maior




(Por Natália Iglesias)

1 de maio de 2012

Manaus

Passamos uma semana em Manaus, lavamos as motos, consertamos alguns probleminhas (cabo de velocímetro, setas quebradas, embreagem patinando), e trocamos os pneus de volta (demos os de trilha como pagamento pelo serviço). Os pneus antigos vieram pelo correio. Saíram de Marabá um dia antes de nós, e chegaram alguns dias depois. E olha que nós fomos pelo pior caminho!

Aproveitamos também para fazer um passeio mais cultural, e fomos ao Teatro Amazonas assistir a uma ópera de 4 horas de duração(!).

Depois de deixar as motos em ordem fomos ao porto pesquisar preços de barco para Belém. Não tínhamos muita idéia de valor, mas tinham nos falado algo em torno de R$ 500 para levar cada moto. O porto é um lugar fedido, cheio de comerciantes, camelôs e barracas. Quando eles vêem um turista, já correm para tentar empurrar algum passeio ou produto. Depois de sermos abordados por muitos elementos suspeitos, chegamos numa "agência de viagens" que era uma barraquinha na calçada que parecia ser um pouco mais honesta. Conseguimos fechar a viagem por R$ 310 cada, com moto e tudo. Pagamos metade e ficamos de pagar o resto no embarque (mais a taxa de R$ 30 de embarque). O barco sai na quarta, às 15h, mas vamos embarcar na terça para garantir a vaga das motos e pendurar nossas redes. Portanto, só devemos conseguir dar mais notícias daqui a uns 4 ou 5 dias.

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- Ponta Negra - praia alagada, porque o rio estava mto cheio


- Praia


- Praia artificial ainda sendo construída



- vai ter show do Fabio Jr, mas vamos estar no barco... =/

- ponte sobre o Rio Negro


- enfrentando muito trânsito no shopping


- Ajuste na embreagem da Ténéré


- chopp no centro histórico de Manaus

- Teatro Amazonas


- foto tirada especialmente para a Paulinha


- aguardando ansiosamente o início da ópera de 4h



- "Champagne no Camarote 5, por favor"



(Por Caio Volcoff e Alex Briatte Mantchev)

16 de abril de 2012

Atualização do Roteiro

Atualizamos o mapa do nosso roteiro, em vermelho estão os lugares que já ficaram para trás.. e amanhã começa o trecho da Transamazônica!

 
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10 de abril de 2012

Goiás - Brasília + Chapada dos Veadeiros

Oi pessoas... Os meninos chegaram na Chapada dos Veadeiros no domingo e ficaram na cidade de Alto Paraíso (é uma espécie de São Tomé das Letras em Minas Gerais) chapada de hippies viajantes do Brasil inteiro. Acho que inspirados pelos hippies eles passaram a noite em um ginásio esportivo da cidade mesmo (bom para economizar $$)... no dia seguinte foram conhecer a Cachoeira Loquinhas, as Cachoeiras Almécegas I e II e o Vale da Lua, que só pelas fotos dá pra ver que é impressionante! Ontem mesmo foram embora e como estava anoitecendo pararam para dormir na cidade de Minaçu, ainda em Goiás, mas bem perto de Tocantins. Hoje também já partiram sentido Marabá, no Pará (onde vão pegar a Transamazônica), mas como são mais de 1.000km, devem parar em alguma cidade do Tocantins, como Araguaína para dormir. Depois atualizo o post com as informações corretas. Agora vamos as fotos!

- Na casa onde ficaram hospedados em Brasília, com Miramar e sua família.


- Congresso Nacional, Brasília.



- Chapada dos Veadeiros, na cidade de Alto Paraíso, em Goiás.


- Cachoeira Loquinhas. Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso / Goiás




- Cachoeiras Almécegas I e II - Chapada dos Veadeiros



- Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros - Goiás









(Por Natália Iglesias)