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10 de maio de 2012

Belém / PA - Barreirinhas (Lençóis Maranhenses) / MA

Chegamos em Belém - PA loucos pra montar nas motos e ver estrada denovo, porém o cansaço e uma indigestão com alguma comida do barco nos obrigaram a passar uma noite lá. No dia seguinte aceleramos em sentido a São Luís - MA e chegamos próximo a Santa Helena - MA.

No dia seguinte chegamos por volta da hora do almoço em São Luís, pra chegar pegamos uma balsa de uma hora e meia de Cujupe. Almoçamos e demos uma volta no centro histórico de São Luís. O clima de cidade grande nos motivou a sairmos rápido dali. Chegamos a noite em Barreirinhas, cidade de entrada para os Lençóis Maranhenses. 

No dia seguinte nos informamos para entrar no parque e vimos que a estrada era de aproximadamente uns 10 km de areia bem fofa. Pensamos muito em entrar com as motos mas optamos em poupá-las, pois além de ainda termos um longo caminho de volta pra casa, não seria nada bom pra saúde financeira da nossa viagem ter que gastar com alguma eventual manutenção nas nossas motos devido ao trajeto pra chegar às dunas. 

Acabamos indo de Toyota por um preço bem em conta e conhecemos um dos lugares mais bonitos da viagem até agora! Hoje fizemos um passeio de barco até Mandacaru e conhecemos os pequenos lençóis. Chegando lá não resistimos e alugamos dois quadriciclos por 15 minutos, parecíamos duas crianças acelerando os quadris na areia, em algumas poças d'água e saltando em alguns montes de areia. De lá conhecemos o farol do rio preguiça e retornamos a Barreirinhas com a sensação de dever cumprido.

Amanhã seguimos em direção a Jericoacoara - CE, dando início ao nosso caminho a beira mar.

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- Divisa do Pará com o Maranhão


- um quarto pior que o outro...


- Balsa para São Luís. Tempo de travessia: 1h30


- Turistas!


- Lençóis Maranhenses









- Farol Preguiças


- Vista do Farol Preguiças








Travessia de Barco: Manaus/AM - Belém/PA

Conseguimos nossa passagem por R$ 310,00, com as motos e tudo. Ao entrar no porto tivemos que pagar mais R$ 30,00 de pedágio. Para embarcar as motos os carregadores queriam mais R$ 50,00, mas o nosso agente que vendeu as passagens foi junto e ajudou a descer as motos, numa manobra arriscadíssima. 

Embarcamos um dia antes, e tivemos que esperar muito tempo até o barco sair. No começo tudo é muito legal, mas logo você percebe que não tem o que fazer. Piratas que somos, levamos uma garrafa de rum e uma Coca. Mas era bem cansativo, principalmente porque as redes eram coladas umas nas outras, e eram muitas redes.

Na segunda noite, numa das paradas, a Polícia Federal entrou no barco e começou a revistar as malas de todo mundo. Encontraram um grande carregamento de cocaína, e prenderam três pessoas. Na noite seguinte pegamos uma tempestade imensa. Tinha gente rezando ajoelhada no chão, e gente de colete, prontos para o pior. Depois de muito tempo ela passou, mas deixou tudo molhado, inclusive as redes.

O restaurante do barco não é horrível, mas cansa ficar comendo a mesma coisa dia e noite por tanto tempo. Os banheiros também não são horríveis, porque tem uma pessoa limpando eles várias vezes por dia.

Muita gente desceu em Santarém, inclusive os policiais e os presos. E muita gente entrou. Cada vez mais percebíamos que, apesar de ser uma experiência “interessante”, não tínhamos vontade de fazer essa travessia nunca mais.

Passamos os últimos 3 dias comendo mal, porque nossos estômagos estavam ruins, e o dinheiro tinha acabado. Depois de contornar parte da Ilha de Marajó, avistamos Belém de longe, pra nossa alegria! Cansados, com fraqueza, e muito calor, ainda tínhamos que desembarcar as motos. Esperamos todo mundo descer, o barco se posicionar de maneira mais favorável, e principalmente a boa vontade dos tripulantes. O desembarque foi fácil, os tripulantes logicamente pediram “uns 20 conto” pela ajuda (que não deixa de ser o trabalho deles, pelo qual eles já são pagos, mas como não sobrou nenhum centavo, ficaram a ver navios), amarramos tudo nas motos, e demos de cara com o portão fechado! Tivemos que esperar até amanhã, porque é domingo, e a “carga” não pode sair no domingo. Depois de um pouco de discussão, conseguimos pegar um papel com o dono do barco, que o porteiro apresentaria no dia seguinte para a gerência, e pudemos fugir de lá antes que alguém arranjasse mais um problema.

Algumas fotos de Manaus e da travessia

- Visitando a construção da Arena Amazônia, que sediará alguns jogos da Copa


- negociando as passagens...


- MUITA GENTE!


- o primeiro dia até que estava divertido...


- nosso barco, o Nélio Correa


- nossa carga


- em cada parada o barco era invadido por vendedores


- assistimos essa mesma cena umas cinco vezes...


- a polícia e as emissoras de TV esperando o desembarque dos traficantes



- a mesma paisagem por cinco dias


- os ribeirinhos amarravam suas canoas no barco em movimento e subiam para vender frutas


- nosso amigo, o Maranhão


- Açaí, muito açaí!


- finalmente, no quinto dia de viagem, Belém!


- Belém


(Por Caio Volcoff)

9 de maio de 2012

Trecho Manaus - Belém - São Luís

Oi gente!

Os meninos estão na cidade de Barreirinhas, no Maranhão, que é a entrada para o Parque Lençóis Maranhenses. A etapa Manaus/AM - Belém/PA - São Luís/MA foi concluída. Jajá eles vão enviar as fotos e relatos do percurso.



Visualizar Viagem em um mapa maior




(Por Natália Iglesias)

1 de maio de 2012

Manaus

Passamos uma semana em Manaus, lavamos as motos, consertamos alguns probleminhas (cabo de velocímetro, setas quebradas, embreagem patinando), e trocamos os pneus de volta (demos os de trilha como pagamento pelo serviço). Os pneus antigos vieram pelo correio. Saíram de Marabá um dia antes de nós, e chegaram alguns dias depois. E olha que nós fomos pelo pior caminho!

Aproveitamos também para fazer um passeio mais cultural, e fomos ao Teatro Amazonas assistir a uma ópera de 4 horas de duração(!).

Depois de deixar as motos em ordem fomos ao porto pesquisar preços de barco para Belém. Não tínhamos muita idéia de valor, mas tinham nos falado algo em torno de R$ 500 para levar cada moto. O porto é um lugar fedido, cheio de comerciantes, camelôs e barracas. Quando eles vêem um turista, já correm para tentar empurrar algum passeio ou produto. Depois de sermos abordados por muitos elementos suspeitos, chegamos numa "agência de viagens" que era uma barraquinha na calçada que parecia ser um pouco mais honesta. Conseguimos fechar a viagem por R$ 310 cada, com moto e tudo. Pagamos metade e ficamos de pagar o resto no embarque (mais a taxa de R$ 30 de embarque). O barco sai na quarta, às 15h, mas vamos embarcar na terça para garantir a vaga das motos e pendurar nossas redes. Portanto, só devemos conseguir dar mais notícias daqui a uns 4 ou 5 dias.

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- Ponta Negra - praia alagada, porque o rio estava mto cheio


- Praia


- Praia artificial ainda sendo construída



- vai ter show do Fabio Jr, mas vamos estar no barco... =/

- ponte sobre o Rio Negro


- enfrentando muito trânsito no shopping


- Ajuste na embreagem da Ténéré


- chopp no centro histórico de Manaus

- Teatro Amazonas


- foto tirada especialmente para a Paulinha


- aguardando ansiosamente o início da ópera de 4h



- "Champagne no Camarote 5, por favor"



(Por Caio Volcoff e Alex Briatte Mantchev)

25 de abril de 2012

TRANSAMAZÔNICA - RELATOS E FOTOS

Algumas fotos do caminho até a Transamazônica


- Indíos na balsa


- Papagaio em Brasilândia - TO

 
- Meninos brincando enquanto a polícia confere documentação na entrada do Pará 

 

17/04/12 - saída de Marabá. Iniciamos a Transamazônia num trecho asfaltado, e com muitos caminhões. Depois de alguns quilometros o asfalto acabou e começou a poeira. Dormimos num hotelzinho de beira de estrada que tinha até formigueiro no chuveiro, na cidade de Anapu.


- Início da Transamazônica


- Caminhão tombado na Transamazônica (tinham muitos pelo caminho)



18/04/12 - Atravessamos o rio Xingú pela balsa, pagando R$ 3,50 por moto. Passamos pelas obras de Belo Monte, num trecho com asfalto novo, e muitos caminhões e retroescavadeiras em plena atividade. Fomos parados pela polícia, que só pediram os documentos do Alex, e perguntaram bastante sobre a nossa viagem, e enquanto isso passavam moleques de moto sem capacete, e eles nem ligavam. Nos liberaram sem nenhum problema, e seguimos para Rurópolis, onde passamos a noite num hotelzinho com o banheiro mais fedido da viagem toda.

- Balsa para Altamira


- Transamazônica




19/04/12 - Atravessamos o rio Tapajós (R$ 6,00 a balsa) para Itaituba, e entramos no Parque Nacional da Amazônia, num trecho totalmente selvagem e sem nada além da floresta e a estrada. Foi onde encontramos um bicho-preguiça prestes a ser atropelado, tentando atravessar a rodovia. Paramos e salvamos o pobrezinho, que até deu um sorriso para a foto. Chegamos a noite em Jacareacanga, uma cidade que vive do garimpo, então apesar do aspecto pobre, tem pessoas com muito dinheiro, e os hoteis ficam lotados o tempo todo. 

- Eles usam o mesmo condicionador


- Uma das milhares pontes da Transamazônica


- Um dos milhares igarapés da Transamazônica


- Bar do Garimpeiro, ponto de reabastecimento com gasolina a R$4,50 o litro



20/04/12 - Entramos no estado do Amazonas, e a estrada ia ficando mais deserta. Atravessamos o rio Sucunduri em uma balsa empurrada por um barquinho de madeira com um motor de popa de 40hp! E atravessavam caminhões grandes nessa balsa. 8km depois, passando numa valeta bem funda, numa velocidade não muito adequada, o pneu traseiro da DR furou. Então tiramos a roda e o Alex voltou para levar no vilarejo na beira do rio, para procurar um borracheiro. Mas encontrou uma borracheira(!), que trocou a câmara, e então colocamos a roda de volta e seguimos viagem. Andamos 300km até Apuí, e paramos para dormir porque o próximo trecho seria muito grande.

- Entrando no Amazonas



- Levando o pneu para o vilarejo a 8km de onde estavámos


- improvisando...



21/04/12 - Vigésimo dia de viagem! Saimos de Apuí, pagamos pedágio para os índios no caminho (R$ 10,00 cada), e passamos por grandes áreas desmatadas pelos próprios índios. Paramos para comer e abastecer num distrito que vive da extração de madeira, e atravessamos duas balsas, a última no rio Madeira, e chegamos a Humaitá. Era o final da Transamazônica para nós! (obs.: oficialmente a BR-230 vai até a cidade de Lábrea, mas seriam uns 80km pra ir, e teríamos que voltar pelo mesmo caminho. Então consideramos Humaitá como o final.)

- Pedágio dos índios


- Mais uma ponte...


- Final da Transamazônica!!! Balsa para Humaitá.


(Por Caio Volcoff e Alex Briatte Mantchev)